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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

cesarianas

Algo de errado se passa com as mulheres e certamente com os médicos deste país.
Quase todas as gravidezes que acompanhei terminaram em cesariana, sendo que apenas uma era uma cesariana programada.
Quer-me parecer que é um misto de as mulheres terem falta de confiança na sua capacidade de parir e o medo que os médicos têm do suposto risco clínico (e também não deve ajudar fazerem-se induções quando o corpo da mulher ainda não está preparado para isso, sejam elas às 37 ou às 39 semanas).

E quanto mais cesarianas acontecem à minha volta mais eu penso num "será que" no nascimento do gabriel...


E já agora, muitos parabéns à tatas, a última das gravidezes que acompanhava junto com a minha. Bem-vindo Vasco :D
publicado por Claudia Borralho às 23:45

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sozinhos os dois

É como estamos desde ontem. Ontem o dia correu muito bem, fomos às compras de manhã e até consegui que o pituxo dormisse uma sesta rápida no quarto dele e outra na espreguiçadeira, sob o olhar atento dos gatolas.

DSC00600

O resto do dia passou-o sempre na sling. É a única maneira que tenho de o manter calmo durante o dia. Tirando o período da manhã que quando o pai estava em casa era para brincar no ginásio e ouvir músicas e que agora é a altura que uso para tomar banho, o pituxo passa o dia a acordar com cólicas, ou incómodos, ou fome, ou mimo...
No final do dia já estava muito cansada e hoje cansada continuo. Mesmo assim fomos passear de manhã na mesma e compramos chuchas novas todas giras e roupinhas.

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A minha função todo o dia é cuidar do bebé, mas não consigo deixar de começar a stressar com a louça por arrumar, a louça suja a acumular, a roupa por lavar, a roupa estendida lá fora que qualquer dia muda de cor, os gatos a pedir atenção, as migalhas na bancada, o chão por varrer, as plantas para regar, o jantar e almoços para fazer...
Parece que estou sempre a tentar ser a super mulher e não consigo (sim, porque quem consiga fazer tudo isto é uma super mulher!).

Tê-lo na sling é muito bom, mas eu gostava muito que ele dormisse no berço ou na alcofa nem que fosse uma hora. Aproveitava para fazer qualquer coisa e deixava de me doer tanto as costas e os pontos. Ontem ao final do dia doeram-me os pontos como já não sentia há algum tempo. A dor não é muita, mas eu sinto como se fossem rebentar e isso assusta-me.

Também estou a fazer uma pequena dieta sem produtos lácteos durante 3 a 5 dias. É para ver se melhoram as cólicas do gabriel. Vou no segundo dia, mas eu acho que as cólicas ou estão na mesma ou piores. Depois desta tentativa passo à de beber chá de funcho... (claro que não deve ter ajudado às cólicas dele eu ter comido no fim de semana uma sopa cheia de couve).

Ah, e já me esquecia, o puto começou a fazer uns sorrisos maravilhosos, assim com a boca toda aberta, estão a ver? :D Eu ainda penso em tirar foto, mas tão depressa ele faz o sorriso maravilhoso como lhe dá a cólica e vem a carinha de sofrimento. Eu bem gostava de fotografar, mas naquela questão de segundos a máquina nunca está ao pé e eu até paraliso com aquele sorriso tão bom!
publicado por Claudia Borralho às 14:30

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Sábado, 19 de Maio de 2007

As hemorróidas

É fantástica a capacidade da mente humana para se "esquecer" das coisas más. Escrevi aquele post enorme e só no fim é que me lembrei da coisa que mais me incomodou no pós parto.

Hemorróidas.

Com uma pomada, uns laxantes e uns comprimidos foram ao sítio numa semana. Mas de vez em quando lá volto a colocar a pomadinha no rabinho.
publicado por Claudia Borralho às 12:22

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A cesariana e o pós parto

Desde o primeiro dia pós cesariana que toda a gente olha para mim e acham que estou muito bem. A recuperar rápido, a mexer-me bem, com óptimo aspecto. Eu tento convencer-me disso, mas enquanto nao me sentir "como antes" acho que a minha recuperação é ainda longa.
Mais do que a recuperação física tenho uma grande recuperação mental a fazer. Estou um bocado em luto pela cesariana.
A cesariana era uma coisa para a qual eu não estava preparada. Informei-me muito pouco sobre cesarianas, era simplesmente uma coisa que eu não esperava que fosse acontecer.
Durante o trabalho de parto apercebi-me logo que iria ser esse o desfecho. Na altura aceitei-o muitissimo bem. Estava feliz e sabia que não havia alternativa. Mas com o tempo vem aquela sensação de ter sido enganada. Não era isto o que eu estava à espera.
Se por um lado ainda penso num "será que", se eu tivesse feito isto ou aquilo, por outro lembro-me sempre das palavras de espanto da médica ao fazer a cesariana: "este bebé não nascia de outra maneira". E eu acredito profundamente nisto, porque a médica não queria fazer uma cesariana, ela tentou de tudo e esperou o mais possível para que o parto fosse natural.

Quando terminaram a operação e me levaram para o recobro eu comecei a sentir-me muito mal. Sentia o corpo todo dormente e paralisado, inclusivamente só conseguia respirar pela narina esquerda. Toda a parte direita do meu corpo estava paralisada. Depois comecei a tremer de forma incontrolável. Toda eu tremia violentamente.
O bebé e o tiago estiveram sempre comigo, mas nada me poderia fazer sentir mais impotente do que estar ali a tremer incontrolavelmente, quase sem conseguir respirar, e ter o meu bebé ali ao lado a chorar desesperado de fome. E eu sem poder dar-lhe de mamar. E eu queria ter-lhe dado de mamar ainda na sala de partos. Antes sequer de ser limpo.
E depois a sede. Uma sede horrível. E eu sem poder beber. Só quando for para o quarto, diziam as enfermeiras.
Passado algum tempo comecei a sentir algum movimento, começava a conseguir mexer os pézinhos. Os tremores continuavam. Tentaram ajudar-me a dar de mamar ao bebé. Eu a tremer por todos os lados, ele a berrar desconsolado não conseguia pegar na mama. As enfermeiras diziam que ainda não tinha muito leite e os mamilos eram planos. Foram buscar mamilos de silicone para ver se ajudava. Até uma gota de aero-om colocaram no mamilo para ver se ele acalmava e conseguia pegar. E eu sempre a tremer descontroladamente.
Começaram a preparar-me para irmos para o quarto. Viram que tinha a temperatura um bocadinho elevada. Paracetamol pelo IV e parei imediatamente de tremer.
O bebé foi comigo para cima juntinho a mim, na maca comigo.

Lembro-me que já pude beber água e que continuamos a tentar que o bebé mamasse, mas sem grande sucesso e pedimos suplemento e um copinho. O bebé bebeu um bocadinho e dormiu.
Quando dou por isso já estão duas enfermeiras a entrar no quarto. Tiraram a algália (que já estava a abarrotar), retiraram o soro e disseram para me levantar. Para vestir uma camisa de dormir, para ir fazer xixi, para lavar os dentes. Ajudaram-me a lavar e a colocar os pensos absorventes. Depois diz-me assim: agora vou trocar a fralda ao bebé, as próximas já vão ser vocês a trocar.
Começa a despir o bebé e pergunta-me se não tenho outro body para o bebé vestir, o puto já se tinha cagado todo.
O tiago dormiu durante todo este episódio e quando umas horas mais tarde tivemos de trocar a nossa primeira fralda, ele olhou para aquele caramelo preto (o mecónio) e pediu desculpa, mas ele não conseguia trocar a fralda. Foi a única fralda que o tiago não trocou. Ainda agora é o tiago que troca as fraldas quase todas ao bebé.
Acho que não preguei olho toda esta noite. O cansaço era tremendo, mas a excitação também era muita. Não conseguia deixar de olhar para o bebé. Tinha de me certificar constantemente de que estava ali, que estava vivo. O tiago esse, nem com o choro do bebé acordava ;)

No dia seguinte lembro-me de me sentir espantada em me sentir tão bem. Muitissimo cansada, mas espantadissima por me conseguir levantar, mexer, andar. A razão para isto era simples: drogas, muitas drogas pelo IV.
Os intestinos é que estavam cheios de ar e magoavam-me. E as enfermeiras perguntam constantemente: já evacuou? já sentiu ar a sair? tem que ir andar para fazer os instestinos trabalhar.
As primeiras 24h após a cesariana estive a dieta líquida. As minhas refeições consistiam em um sumo ou néctar, água e uma "sopa". Claro que aquilo era a desculpa mais esfarrapada para sopa que já vi. Houve refeições que nem consegui tocar naquilo, sabia simplesmente a água da torneira morna. Um horror.
Quando finalmente me trouxeram um lanche a sério nem queria acreditar!
E durante a segunda noite lá me começou a sair o ar. Foi cá uma sinfonia naquela cama :D

Na segunda noite estive sózinha. Foi uma noite difícil. O bebé não parava de chorar. Foi a noite que pedi a chucha. Mas também foi a noite que o gabriel começou a mamar. As dores eram horríveis, mas o facto de o ver mamar, de ver os restos de leite ao canto da boca dele e no mamilo de silicone, ajudavam a superar tudo. Eu queria era vê-lo comer.
O dia seguinte foi péssimo. Começou logo de manhã por lhe saltarem uma refeição enquanto esperavamos pela vez de lhe dar banho. Logo agora que tinha conseguido pô-lo a mamar, ficou tudo estragado. Eu estava cansadissima, e em stress absoluto por não conseguir dar de comer ao bebé. Também estava cheia de dores, retiraram o IV e tinha passado a comprimidos.
Estava de tal maneira que o tiago acabou por passar lá a noite.

A meio da noite comecei a sentir-me muito melhor. Com esforço lá me conseguia levantar e andava toda torta. Mas conseguia.
Também tivemos a ajuda das enfermeiras para conseguir que o bebé voltasse a pegar. Eu já estava com imenso colostro. Enfim, já falei sobre isto no post da amamentação, o leite começava a subir, os mamilos já estavam com feridas
e eu só queria era que o bebé conseguisse pegar e mamasse.

No dia seguinte tivemos alta e viemos para casa.

Nos primeiros dias não conseguia estar longe do bebé. Tinha que tê-lo ao meu lado. Olhar para ele. Ver se respirava. Se estava quentinho.
A meio da noite tive o meu grande pânico em estar sózinha e não saber cuidar do bebé. Acordei de noite e fui descobri-lo geladinho no berço. Tinha ficado sem gorro e estava meio destapado :( E já não estavamos no hospital com a enfermeira à distância da campainha.

Dia a dia, hora a hora vou-me organizando. Não sei como teria passado estes dias sem o tiago em casa para ajudar. Ele troca as fraldas, dá os remédios, dá o banho ao bebé, adormece o bebé. Eu dou a maminha.
Passado três semanas já me sinto muito melhor, muito mais organizada e confiante.

A recuperação vai chegando com o passar do tempo. A barriga esquisita também há-de ir ao sítio. Vai deixar de doer quando toco perto da costura e um dia até vou conseguir ver a cicatriz sem ser através de um espelho.
9 meses a crescer, 9 meses para "ir ao sítio".

Do peso não posso dizer nada, devo ter engordado cerca de 8Kg em toda a gravidez. Agora quando me peso até aparece um número menor do que antes de engravidar.
publicado por Claudia Borralho às 12:16

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Gabriel - 25 / 4 / 2007
Nasceu a 25 de Abril de 2007 às 40 semanas e 2 dias com 3450gr e 50cm com Apgar 10 logo ao 1º minuto! :D

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