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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

tudo na mesma, como a lesma

Os dias começam a custar. Não é tanto a ansiedade de que toda a gente me fala, é o aborrecimento. Não acontece nada. Não aparece nenhum sinal de que alguma coisa possa acontecer. Nada de nada. Isto causa uma frustração tremenda.
Para ajudar à festa chegam os telefonemas preocupados e bem intencionados da família e amigos. Tenho que passar os dias a repetir ao telefone: não, ainda não nasceu, estou bem, não se passa nada. Nada, não se passa nada.

Continuo sem perceber o que são contracções, sejam elas de braxton hicks ou the real thing. Passo os dias a apalpar a barriga a tentar perceber se se passa alguma coisa. Agora está rijo, hummm mas se calhar não é rijo o suficiente, epá que peso, que pressão aqui, deve ser só o bebé... enfim, não se passa nada.
De rolhão mucoso também não vejo nada... é obrigatório que sai sempre antes?

Amanhã lá vamos para mais um CTG e consulta. Eu passo os dias dividida entre aceitar a data de indução proposta pelo médico ou tentar negociar outra, uns dias ou uma semana mais tarde. Dividida porque, se por um lado não quero fazer indução, por outro quero o gorducho cá fora. Por um lado pesam-me todos os pros e contras de uma indução, por outro um medo enorme que aconteça alguma coisa ao miúdo nestes últimos dias.

E depois ainda vem aquele sentimento de fracasso. Cheguei até aqui e agora não consigo pôr o miúdo cá fora... Tretas, tretas, fizemos um bochechudo tão giro aqui dentro da barriga, se for preciso obrigá-lo a sair, olha paciência. O importante é ele estar bem. Mas mesmo assim parece que o meu corpo não sabe o que é para fazer agora.

Na semana passada ainda fantasiava com a ideia de ir à consulta e descobrir-se que afinal o colo já estava não sei quantos dedos dilatado e que eu até já tinha contracções certinhas. Agora já estou sempre à espera do: colo fechado, nada de contracções. Nada. É que não se passa nada!
publicado por Claudia Borralho às 12:06

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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

wishlist do parto

Preferia que não me marcassem uma indução de parto nem efectuassem no toque um descolamento de membranas para acelerar o processo (é possível que para o final mude de ideias em relação ao descolamento de membranas).
Gostava de ter permanentemente uma pessoa a apoiar-me, alguém que compreenda as minhas necessidades, que conheça todo o processo do parto, os seus procedimentos e me ajude a defender os meus interesses.
Preferia que fosse num local onde eu tenha um quarto só para mim, que o bebé esteja sempre comigo.
Preferia que não me colocassem cateter com soro e outras substâncias intravenosas (entre outras coisas as minhas veias entopem rapidamente e a mão e o braço ficam imediatamente muito inchados)
Gostava que não me impedissem de beber água e ingerir comidas leves (tipo uma torrada), caso tenha sede e fome.
Gostava de poder andar de um lado para o outro, tomar um banho, etc e não estar presa à cama, deitada e com um ctg permanente.
Gostava de conseguir aguentar as dores sem epidural, mas que exista a possibilidade de eu mudar de ideias e querer a epidural (dada aos 4 dedos dilatação)
Gostava que fossem feitos todos os possíveis para evitar a episiotomia.
Após o parto gostava de ter logo o bebé comigo e dar-lhe de mamar (antes de o levarem para lavar, vacinas, etc).
Gostava que a bolsa de águas rompesse naturalmente.
Indução, aumento e estimulação do parto devem ser reservados a casos de verdadeira necessidade médica (oxitocina, pictocina, rompimento da bolsa, etc).
Não cortem o cordão umbilical antes deste deixar de pulsar.
As visitas deverão ser conforme o desejo da mãe, só as pessoas que eu quiser ver, durante o tempo que eu as quiser ver, à hora que eu as queira ver.

Falámos com a médica sobre algumas destas coisas. Em relação a indução, rompimento de bolsa e episiotomia ela garantiu que são procedimentos feitos apenas em casos de necessidade médica. No entanto recusou-se a admitir que por vezes são feitos por norma e ainda acrescentou que no caso de primíparas a episiotomia é sempre efectuada*. (esperemos que a conversa seja diferente na CUF, mas duvido já que as duas médicas são da mesma geração e ex colegas).

Sobre o catéter com soro e o CTG é que a conversa foi muito deprimente. Eu compreendo os pontos de vista médicos, mas não consigo concordar em absoluto com eles.

Em relação ao soro os argumentos da médica são de que, caso aconteça alguma emergência deverá existir uma via aberta para ser mais simples, fácil e rápida a administração de qualquer substância por via intra-venosa. Diz ela que se a mulher estiver em choque é muito mais difícil encontrar a veia.
Agora pergunto eu: sabendo já por experiência que as minhas veias com catéter lá colocado entopem rapidamente, o que aconteceria se me pusessem um catéter no início do trabalho de parto e passado algumas horas algo corresse mal e tivessem realmente que utilizar o dito catéter para administração de qualquer substância e o encontrassem entupido? Será mais simples, fácil e rápido colocarem um catéter de raiz ou ter de andar a desentupir com soro ou até retirar um catéter entupido e colocar outro e procurar uma outra veia?

Sobre o CTG diz a médica que é norma colocarem as mulheres em trabalho de parto com CTG permanente. Ou seja, vais parir ficas aí quietinha, deitadinha, sem te mexeres, até a coisa evoluir. Como tal não podes andar de um lado para o outro para aliviar as dores e aproveitares a força da gravidade para que o trabalho de parto seja mais rápido.
Porquê o CTG permanente? Para monitorizar o estado do bebé.
Porque não CTG por X tempo de vez em quando? Tem de ser permanente. Porque acha que em Portugal temos a taxa mais baixa de mortalidade infantil?
Agora pergunto: Falaram-me que na MAC já têm um novo serviço XPTO que monitoriza centralmente todos os resultados de CTG das várias mulheres em trabalho de parto, mas certamente que isto não acontece em todo lado. Nos outros sítios a mulher está sozinha no quarto com o CTG ligado. Se realmente algo de grave se alterar no estado do bebé, acham que a mulher percebe e chama logo alguém?


* sempre efectuada porque pelos vistos será melhor um corte do que as fibras esticarem. Ao fim de alguns anos fibras demasiado esticadas rompem e dão-se os conhecidos casos de incontinência urinária, entre outras coisas. No entanto, no caso de segundo filho já nem sempre se faz episio exactamente porque as fibras já estão mais larguinhas...
publicado por Claudia Borralho às 10:45

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